O Gartner posicionou Broadcom, BMC e IBM entre os principais fornecedores em sua avaliação de plataformas de Automação e Orquestração para 2026, conforme reportado pelo CRN.com com base em análises do tipo Waves e Magic Quadrant. A classificação reflete a avaliação da consultoria sobre a capacidade dos fornecedores em atender demandas corporativas por automação de workloads, orquestração de processos e integração de fluxos operacionais em ambientes híbridos e multicloud.
O reconhecimento ocorre em um momento de consolidação da automação como camada fundamental da infraestrutura de TI corporativa, com foco em confiabilidade operacional, escalabilidade e governança de processos críticos.
Contexto de Mercado & Capacidades da Solução
Plataformas de Automação e Orquestração são responsáveis por coordenar a execução de tarefas, jobs e workflows em ambientes distribuídos, conectando sistemas legados, aplicações em nuvem, pipelines de dados e serviços de infraestrutura. Entre suas capacidades centrais estão o agendamento inteligente de workloads, a orquestração de processos de negócio e de TI, a gestão de dependências entre sistemas, o tratamento de exceções e a observabilidade operacional.
No contexto atual, essas plataformas evoluem para incorporar recursos de integração via APIs, automação orientada a eventos, suporte a arquiteturas de microsserviços e contêineres, além de mecanismos de governança e compliance. Fornecedores como Broadcom, com seu portfólio de automação de infraestrutura, BMC, tradicionalmente associada à solução Control-M, e IBM, com ofertas de automação e orquestração integradas ao seu ecossistema de software e consultoria, atendem a organizações que buscam padronizar operações, reduzir intervenção manual e assegurar continuidade de serviços críticos.
Considerações Estratégicas para Lideranças
Para lideranças de tecnologia e operações, a avaliação de plataformas dessa categoria requer análise de critérios de arquitetura, interoperabilidade e governança. Entre os pontos centrais estão a compatibilidade com ambientes híbridos, a capacidade de integração com ferramentas existentes de ITSM, DevOps e observabilidade, e o modelo de segurança e controle de acesso.
Aspectos de governança, como auditabilidade, rastreabilidade de execuções e aderência a políticas corporativas, são relevantes para operações reguladas. A escalabilidade, a resiliência e o suporte a modelos operacionais descentralizados também devem ser considerados, assim como a curva de adoção pelas equipes, a disponibilidade de documentação, suporte e ecossistema de parceiros para implementação e sustentação.
Eficiência Operacional & Métricas
O conteúdo original divulgado pelo CRN.com, com base na avaliação do Gartner, apresenta o posicionamento dos fornecedores no quadrante de liderança, sem detalhar publicamente pontuações específicas, métricas comparativas de desempenho ou percentuais de ganho operacional atribuídos a cada plataforma. A metodologia do Gartner para essa categoria tipicamente considera eixos como Capacidade de Execução e Completude de Visão, avaliando critérios como funcionalidade do produto, viabilidade, estratégia de mercado e experiência do cliente.
Em termos operacionais, plataformas de automação e orquestração são avaliadas pelo mercado por sua contribuição para a redução de falhas manuais, padronização de processos, melhoria de SLA operacional e otimização do uso de recursos computacionais. Os ganhos específicos variam conforme o caso de uso, maturidade operacional e escopo de implementação de cada organização.
Próximos Passos & Evolução do Mercado
A evolução do segmento aponta para a convergência entre automação tradicional e orquestração inteligente, com incorporação progressiva de recursos de inteligência artificial para análise preditiva, detecção de anomalias e otimização autônoma de workflows. A tendência é de maior integração com plataformas de AIOps, FinOps e orquestração de serviços em nuvem, além de suporte ampliado a automação orientada a eventos e a arquiteturas com agentes.
Para as organizações, os próximos desdobramentos envolvem a avaliação contínua de roadmaps de produto, estratégias de interoperabilidade e modelos de licenciamento, com foco em garantir que a camada de automação sustente iniciativas de modernização, resiliência operacional e eficiência em escala.