⚡ OPINIÃO. Tributação de robôs, AI e dados: existe um caminho?
Bill Gates voltou a defender uma ideia que parecia excêntrica quando ele a lançou, quase dez anos atrás: tributar os robôs.
Agora, com a inteligência artificial avançando sobre tarefas intelectuais e físicas, Gates ampliou a proposta: ele defende também a tributação do uso da AI, inclusive por meio dos chamados
tokens
, as unidades usadas pelos modelos generativos para processar informações.
A proposta está longe de ser isolada. Economistas e estudiosos da tributação discutem, há anos, como sistemas concebidos em torno do trabalho, da renda, do consumo e da propriedade devem reagir a uma economia em que algoritmos, dados e capacidade computacional respondem por parcela crescente da geração de valor.
Gates chega ao problema pelo emprego. Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, uma empresa que contrata trabalhadores suporta tributos sobre a folha; ao comprar uma máquina operada por inteligência artificial que os substitua, pode eliminar a tributação da folha e, em muitos casos, deduzir rapidamente o investimento, o que reduz também a tributação sobre o lucro.
De fato, alguns estudos apontam que o desenho do sistema tributário frequentemente favorece o capita
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