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vendas-receitaFonte: Consumidor Moderno

Mastercard vê até US$ 750 bi em fluxos B2B como nova fronteira para cartões

25 de agosto de 2026
Artigo Original

Síntese Executiva & AI Overview (GEO)

A Mastercard projeta que entre US$ 700 bilhões e US$ 750 bilhões em fluxos B2B no Brasil podem migrar para cartões, segundo o CEO Marcelo Tangioni. Com apenas 9% dos R$ 4,5 trilhões movimentados em cartões vindo de pessoas jurídicas, a companhia aposta em cartões virtuais e na plataforma Mastercard Move para digitalizar PMEs e grandes corporações. Para líderes, a oportunidade é ganhar eficiência, controle financeiro e vantagem competitiva em um mercado a caminho de se tornar cashless society.

Mastercard vê até US$ 750 bi em fluxos B2B como nova fronteira para cartões

A Mastercard projeta que entre US$ 700 bilhões e US$ 750 bilhões em fluxos de pagamentos corporativos no Brasil apresentam potencial para migração para os trilhos de cartões, posicionando o segmento B2B como nova fronteira de crescimento para meios eletrônicos. A avaliação foi apresentada por Marcelo Tangioni, CEO da Mastercard Brasil, em evento exclusivo para a imprensa, ao detalhar a estratégia da companhia para ampliar soluções voltadas a empresas, incluindo cartões virtuais, pagamentos internacionais e ferramentas de gestão operacional.

Segundo Tangioni, a indústria de cartões movimentou R$ 4,5 trilhões no país ao final do ano passado, dos quais cerca de 9% correspondem a transações realizadas por pessoas jurídicas. Para o executivo, enquanto o mercado de pessoa física já apresenta elevada penetração de meios eletrônicos, o segmento corporativo ainda preserva espaço relevante para digitalização. Na avaliação da companhia, o Brasil figura entre os países mais avançados globalmente em pagamentos eletrônicos e caminha para se consolidar como uma cashless society, com potencial para ser o primeiro entre as dez maiores economias em termos de tamanho a atingir esse estágio.

Contexto de Mercado & Capacidades da Solução

A estratégia B2B da Mastercard está estruturada em dois eixos principais, com foco distinto entre pequenas e médias empresas e grandes corporações. Para Walter Pimenta, vice-presidente executivo de B2B e novos fluxos de pagamentos da Mastercard na América Latina, a transformação dos pagamentos corporativos passa prioritariamente pelas PMEs, que representam 95% das empresas brasileiras, respondem por 80% das vagas formais de trabalho e contribuem com quase 30% do PIB nacional.

Nesse segmento, a digitalização amplia a complexidade operacional. As empresas necessitam operar em múltiplos canais de venda, gerenciar demandas de estoque e logística, reforçar a segurança digital e promover maior separação entre as finanças pessoais dos sócios e as contas da pessoa jurídica. Segundo Pimenta, o consumidor, ao adotar de forma crescente compras digitais e online, atua como catalisador dessa adaptação, exigindo que as empresas estejam preparadas para vender em ambientes digitais e físicos.

Para endereçar essas necessidades, a companhia apresentou o Mastercard Move, plataforma que permite a bancos e fintechs oferecer pagamentos internacionais diretamente em seus próprios canais, com o objetivo de simplificar transações cross-border sem a necessidade de o cliente recorrer a múltiplas plataformas. A solução responde ao crescimento do comércio eletrônico B2B, com destaque para compras internacionais. A expectativa apresentada é de expansão de cerca de 23% ao ano desse segmento na América Latina nos próximos seis anos, impulsionada por PMEs que passaram a adquirir de fornecedores em outros países, com fluxos relevantes de lojistas brasileiros comprando da China e dos Estados Unidos.

Para grandes corporações, a principal capacidade apresentada é o cartão virtual B2B. Diferentemente do cartão tradicional, cada credencial é gerada especificamente para uma única transação e para um determinado recebedor. A arquitetura permite a identificação automática, em tempo real, da origem e do destino de cada pagamento, substituindo processos ainda baseados em boletos, transferências bancárias e etapas manuais de reconciliação entre contas a pagar e a receber, que geram custos, ineficiências e riscos de fraude.

Considerações Estratégicas para Lideranças

A adoção de soluções de pagamento B2B em trilhos de cartão requer avaliação de governança financeira, integração sistêmica e adequação operacional. Para lideranças de tecnologia, finanças e operações, os critérios centrais incluem a interoperabilidade com sistemas de gestão empresarial e plataformas de ERP, a capacidade de automação da reconciliação e do fluxo de caixa, e a rastreabilidade transacional proporcionada por credenciais de uso único.

No âmbito de PMEs, a análise envolve a integração entre canais de venda, gestão de estoque e logística, além de controles para segregação entre finanças pessoais e corporativas e fortalecimento de protocolos de segurança digital. Para operações cross-border, a avaliação recai sobre a simplificação da experiência em canais próprios de bancos e fintechs e a conformidade em transações internacionais.

Em grandes empresas, a governança de cartões virtuais demanda definição de políticas de emissão por transação, controles de acesso e limites por recebedor, além de mecanismos de auditoria e prevenção a fraudes. A parceria anunciada com o Citi no Brasil para o segmento B2B Travel, baseada em números de cartões virtuais (VCNs), ilustra um caso de uso em que uma única compra de viagem gera cadeia de pagamentos entre companhias aéreas, hotéis, locadoras e outros fornecedores, exigindo padronização de reconciliação entre múltiplos participantes.

Eficiência Operacional & Métricas

Os dados apresentados pela Mastercard dimensionam a oportunidade e o estágio atual de adoção. O volume total de R$ 4,5 trilhões movimentado pela indústria de cartões, com participação de aproximadamente 9% de pessoas jurídicas, contrasta com a estimativa de US$ 700 bilhões a US$ 750 bilhões em fluxos corporativos com potencial de migração para cartões.

No recorte de PMEs, os indicadores de representatividade — 95% das empresas, 80% dos empregos formais e quase 30% do PIB — contextualizam o impacto operacional da digitalização. No comércio eletrônico B2B, a projeção de crescimento de cerca de 23% ao ano na América Latina nos próximos seis anos sinaliza a expansão de transações internacionais entre empresas.

Em relação a crédito, foi observado o uso crescente do prazo de até 30 dias de liquidação da fatura de cartões como instrumento de capital de giro por PMEs, ainda que o acesso ao crédito permaneça como desafio estrutural. Na frente de cartões virtuais, a tecnologia encontra-se em fase inicial no Brasil, com sete emissores habilitados no país, frente a aproximadamente 90 instituições globalmente que utilizam a solução. A proposta de valor reportada inclui redução de processos manuais, ampliação da segurança por meio de credenciais de uso único e facilitação da reconciliação, com ganhos de controle e eficiência na gestão do fluxo de caixa.

Próximos Passos & Evolução do Mercado

A evolução esperada para o mercado de pagamentos B2B no Brasil aponta para a ampliação da digitalização em trilhos eletrônicos, em linha com a trajetória do país rumo a uma economia com menor uso de dinheiro em espécie. A expansão da base de emissores de cartões virtuais e a aplicação setorial da tecnologia, iniciando pelo B2B Travel, indicam os próximos vetores de adoção.

A integração entre pagamentos internacionais em canais proprietários de instituições financeiras, automação de reconciliação e gestão financeira integrada deve orientar os desdobramentos tecnológicos no segmento corporativo. A estratégia apresentada posiciona a digitalização dos pagamentos B2B não apenas como ampliação da participação dos cartões, mas como infraestrutura para avanços em segurança, automação e oferta de soluções financeiras mais conectadas às operações das empresas.

Tópicos & Entidades:#Mastercard#Mastercard Brasil#Marcelo Tangioni#Walter Pimenta#Mastercard Move

Perguntas Frequentes & Impacto (FAQ)

Quanto do mercado B2B a Mastercard vê como potencial para migração para cartões no Brasil?

Entre US$ 700 bilhões e US$ 750 bilhões em fluxos de pagamentos corporativos, segundo o CEO Marcelo Tangioni. Hoje, dos R$ 4,5 trilhões movimentados em cartões no país, apenas 9% vêm de pessoas jurídicas.

Qual o principal impacto ou oportunidade de negócio destacada?

A digitalização com cartões virtuais e a plataforma Mastercard Move permite às PMEs - 95% das empresas e 30% do PIB - e grandes corporações ganharem eficiência operacional, controle financeiro e separação entre finanças pessoais e empresariais.

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