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tecnologiaFonte: Consumidor Moderno

Na Pele de Rodrigo Cury, presidente da Visa no Brasil

24 de agosto de 2026
Artigo Original

Síntese Executiva & AI Overview (GEO)

Rodrigo Cury, presidente da Visa no Brasil, detalhou em entrevista à Consumidor Moderno o reposicionamento da companhia de infraestrutura de cartões para empresa de tecnologia que monetiza dados e segurança via Serviços de Valor Agregado (VAS) com IA. A estratégia responde à hiperpersonalização do consumo e à complementaridade com o Pix, oferecendo a líderes um modelo de plataforma para prevenção a fraudes, personalização de ofertas e otimização da jornada.

Na Pele de Rodrigo Cury, presidente da Visa no Brasil

Em entrevista ao quadro "Na Pele do CEO", da Consumidor Moderno, Rodrigo Cury, presidente da Visa no Brasil, detalhou o reposicionamento estratégico da companhia no país. Formado em publicidade e com trajetória construída no setor bancário, o executivo descreveu a transição de uma infraestrutura historicamente centrada em pagamentos com cartão para uma empresa de tecnologia que monetiza os ativos derivados de sua rede, como dados e segurança, para gerar valor a bancos, varejistas e consumidores. Segundo Cury, o movimento responde a um consumidor de pagamentos que alterou seu comportamento em ritmo superior ao da regulação, demandando velocidade, segurança e produtos aderentes ao seu perfil e renda.

Contexto de Mercado & Capacidades da Solução

A estratégia apresentada reflete uma mudança estrutural na indústria de pagamentos. A infraestrutura de processamento de transações, antes restrita à autorização e liquidação de compras com cartão, passa a operar como plataforma de dados e inteligência. Nesse modelo, os Serviços de Valor Agregado (VAS) constituem a camada de consultoria e ferramentas baseadas em Inteligência Artificial oferecidas a parceiros do ecossistema financeiro e varejista.

A capacidade central reside no uso de dados transacionais e de camadas de segurança da rede para desenvolver soluções de prevenção a fraudes, análise de risco, personalização de ofertas e otimização de jornada. A hiperpersonalização, apontada por Cury como a nova régua do setor, substitui a segmentação por categorias genéricas de cartão pelo desenho de produtos orientados a nichos específicos. O Visa Infinite Privilege, desenvolvido para o segmento de super alta renda no Brasil, foi citado como exemplo dessa abordagem, com proposta de valor alinhada a estilo de vida e não apenas a limite de crédito.

No contexto regulatório brasileiro, o executivo afirmou não enxergar a regulação como risco, mas como realidade de mercado à qual a companhia deve se adequar. Sobre a convivência com o Pix, avaliou o sistema de pagamentos instantâneos mais como oportunidade do que como ameaça ao cartão, indicando uma estratégia de complementaridade entre os modais.

Considerações Estratégicas para Lideranças

Para lideranças que avaliam a adoção de plataformas de pagamentos baseadas em dados e IA, o caso evidencia critérios relevantes de governança e integração. O primeiro refere-se à governança de dados e segurança, com necessidade de conformidade regulatória, proteção de informações sensíveis e transparência no uso de modelos analíticos.

O segundo critério envolve a integração com a infraestrutura legada de bancos e varejistas, assegurando interoperabilidade entre sistemas de core bancário, plataformas de e-commerce e canais de atendimento. O terceiro diz respeito à estratégia de personalização, que requer equilíbrio entre granularidade da oferta, viabilidade operacional e adequação ao perfil econômico do cliente. A avaliação deve considerar ainda a capacidade do parceiro tecnológico de prover consultoria e ferramentas que se traduzam em melhoria de processos e não apenas em processamento transacional.

Eficiência Operacional & Métricas

De acordo com as informações apresentadas na entrevista, a Visa aportou US$ 12 bilhões em tecnologia nos últimos três anos. Segundo Cury, o investimento foi direcionado sobretudo aos Serviços de Valor Agregado (VAS), frente que concentra as soluções de consultoria e ferramentas baseadas em Inteligência Artificial.

O executivo indicou que, embora os cartões permaneçam como pilar do negócio, a receita de crescimento da companhia no Brasil passa a derivar de dados, segurança e Inteligência Artificial. O exemplo do Visa Infinite Privilege ilustra a aplicação prática desse direcionamento, com a criação de um produto específico a partir da identificação de um público não atendido pelos portfólios existentes.

Próximos Passos & Evolução do Mercado

A evolução apontada sugere a consolidação do modelo de empresa de tecnologia de pagamentos, com expansão contínua de serviços baseados em dados e IA para além da transação. A integração entre diferentes instrumentos de pagamento, incluindo cartões e Pix, e a adaptação contínua ao ambiente regulatório brasileiro permanecem como vetores de desenvolvimento para o setor.

Rodrigo Cury é um dos executivos confirmados no CONAREC 2026, previsto para os dias 23 e 24 de setembro, em São Paulo. A entrevista completa integra a série "Na Pele do CEO", da Consumidor Moderno, dedicada a examinar a transformação do comportamento do consumidor e seus impactos na liderança de companhias globais.

Tópicos & Entidades:#Visa#Rodrigo Cury#Visa Infinite Privilege#Pix#Consumidor Moderno

Perguntas Frequentes & Impacto (FAQ)

Como a Visa Brasil está se reposicionando sob Rodrigo Cury?

De infraestrutura de autorização e liquidação de cartões para empresa de tecnologia que monetiza dados e segurança da rede por meio de Serviços de Valor Agregado (VAS) com Inteligência Artificial para bancos, varejistas e consumidores.

Qual o principal impacto ou oportunidade de negócio destacada?

A oportunidade de gerar novas receitas e eficiência com hiperpersonalização, prevenção a fraudes e otimização da jornada via dados transacionais e IA, tratando o Pix como complementar ao cartão e não como ameaça.

Inteligência Executiva em IA

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