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tecnologiaFonte: InfoMoney

Segurança digital como parte do negócio: a necessidade do CISO nas corporações

25 de agosto de 2026
Artigo Original

Síntese Executiva & AI Overview (GEO)

A Claro empresas liderou no Febraban Tech 2026 o fórum CISO Next, debatendo o CISO como função estratégica para orquestrar segurança, privacidade e governança em ecossistemas conectados. Para C-Levels, o recado é claro: confiança digital precisa ser desenhada desde a concepção da jornada, com controle sobre IA e dados de terceiros, para garantir escala, soberania e resiliência do negócio.

Segurança digital como parte do negócio: a necessidade do CISO nas corporações

A Claro empresas levou ao Febraban Tech 2026, maior evento de tecnologia do setor financeiro, um debate sobre o papel estratégico do CISO (Chief Information Security Officer) e a construção de uma infraestrutura corporativa baseada na confiança digital. A discussão, realizada no âmbito da iniciativa CISO Next, reuniu lideranças de segurança de grandes corporações para tratar da integração entre segurança da informação, governança e inovação em ecossistemas altamente conectados. A primeira edição do encontro deu origem a desdobramentos que seguirão em uma segunda edição prevista para setembro.

A iniciativa reflete o posicionamento da companhia como orquestradora de ecossistemas tecnológicos e de cibersegurança, ao fomentar uma comunidade ativa de lideranças da área. Segundo o mediador do painel, Carlos Aros, do MIT, o objetivo do fórum é engajar a comunidade em torno das transformações do setor. "O CISO Next, esse nosso encontro com CISOs, com essa comunidade, tem como objetivo trazer para o mercado insights, provocações, endereçar algumas perguntas — não necessariamente trazer as respostas, mas ajudar a pavimentar caminhos possíveis para a construção dessas respostas", afirmou.

Contexto de Mercado & Capacidades da Solução

A relevância do tema está associada à expansão do perímetro corporativo para além da infraestrutura física. A migração para a nuvem, a adoção de agentes de Inteligência Artificial e a integração com múltiplos parceiros e fornecedores reconfiguraram a arquitetura das empresas, exigindo que segurança, privacidade e governança sejam incorporadas desde a concepção das jornadas digitais.

Nesse contexto, a atuação como hub de conexão segura entre companhias e instituições financeiras ganha centralidade. Conforme apresentado pelo CISO da Claro empresas, Denis Nesi, a viabilização dessas jornadas depende de uma operação integrada capaz de oferecer garantias a clientes e parceiros. "Quando a gente desenha uma jornada digital na qual coloca segurança, privacidade e governança, o que a gente tem que gerar no final é essa confiança digital", afirmou.

A solução envolve a orquestração da entrada de tecnologias emergentes trazidas por parceiros de negócio, incluindo a integração de modelos de linguagem de terceiros. A proposta é assegurar que ferramentas de automação operem sob critérios de controle, mensuração e higienização de dados corporativos, preservando a soberania digital em um ambiente de interconexão. Como observou o CISO do Santander, Leandro Granja, a complexidade das cadeias de suprimentos alterou a natureza do perímetro de segurança: "Nosso perímetro antes era linear; hoje é uma teia de aranha que se conecta a outras teias", o que implica que vulnerabilidades em qualquer ponto da rede podem comprometer a estrutura como um todo.

Considerações Estratégicas para Lideranças

Para lideranças executivas, a avaliação da segurança digital passa por critérios de governança, conformidade regulatória e gestão de terceiros. Os setores financeiro e de telecomunicações operam sob normas rígidas estabelecidas por órgãos como o Banco Central, que definem parâmetros operacionais elevados. Na avaliação dos especialistas presentes, a regulação atua como fator de padronização de controles e proteção do ecossistema, viabilizando a inovação em escala.

Essa exigência regulatória se estende à cadeia de fornecedores. Segundo Nesi, "para atender o patamar que o setor financeiro exige, eu também preciso subir a régua para os terceiros que estão comigo", o que inclui, no caso da Claro empresas, investimentos e repasse de conhecimento e estrutura a fornecedores para manutenção do nível de exigência em setores críticos.

Outro ponto de governança é a evolução das estruturas de liderança. Para coordenar demandas de inovação sem perder o controle sobre dados corporativos, as organizações têm criado papéis complementares ao CISO. Na Claro empresas, foi instituída a figura do Chief AI Officer (CAIO), com diretoria dedicada a governar e aprovar projetos de inteligência artificial, permitindo que o CISO mantenha foco na estratégia global de riscos e resiliência cibernética. "Adotamos a estrutura com um CAIO. Temos um diretor focado nisso e organizamos o plano de operação sobre como começar as jornadas de IA na companhia", explicou Nesi.

No Santander, foi destacado o papel do Business Information Security Officer (BISO), que atua como elo entre os times de desenvolvimento de produtos e os requisitos de segurança, aliando inteligência de negócios e monitoramento contínuo para identificar desvios funcionais que possam indicar incidentes e impactar o faturamento.

A dimensão humana também foi abordada. O CISO do C6 Bank, José Luiz Santana, ressaltou que "segurança não é contra a experiência; na verdade, ela habilita a experiência", ao relacionar proteção cibernética ao desenvolvimento de serviços e ao letramento digital do consumidor, construído ao longo da evolução de caixas eletrônicos a aplicativos móveis. Foi pontuada ainda a necessidade de atuação conjunta entre iniciativa privada e setor público, em linha com diretrizes do Marco Civil da Internet, incluindo a formação para navegação segura desde o ambiente escolar.

Eficiência Operacional & Métricas

O conteúdo original do debate não apresenta métricas quantitativas públicas de desempenho, como percentuais de redução de incidentes ou ganhos de produtividade mensurados. Os indicadores de eficiência discutidos são de natureza qualitativa e operacional, relacionados à geração de confiança digital, à resiliência de processos críticos e à capacidade de manter a conformidade em cadeias estendidas.

Foram destacados como fatores de eficiência a padronização de controles via regulação, a higienização e mensuração de dados corporativos na integração de modelos de terceiros e a necessidade de desenhar planos de contingência e salvaguardas operacionais diante da dependência de grandes provedores de infraestrutura e serviços de nuvem, os hyperscalers, ponto de atenção mencionado por Santana e Granja para evitar impactos em processos críticos.

Próximos Passos & Evolução do Mercado

A agenda de evolução aponta para a continuidade do diálogo setorial e o amadurecimento de modelos de governança integrada. A segunda edição do CISO Next, prevista para setembro, dará sequência às discussões iniciadas na primeira edição, com foco em insights e na construção de caminhos para os desafios de segurança em ecossistemas digitais.

As perspectivas incluem o aprofundamento da orquestração segura de tecnologias emergentes, o fortalecimento de estruturas dedicadas como CAIO e BISO, a elevação do patamar de conformidade de terceiros e o avanço de iniciativas de letramento digital e resiliência operacional, incluindo estratégias de redundância frente à concentração em hyperscalers, como elementos centrais para sustentar a inovação e a confiança na economia digitalizada.

Tópicos & Entidades:#Claro empresas#Febraban Tech#CISO Next#MIT#Santander#Denis Nesi

Perguntas Frequentes & Impacto (FAQ)

O que foi debatido sobre o papel do CISO no Febraban Tech 2026?

No fórum CISO Next da Claro empresas, líderes defenderam o CISO como orquestrador estratégico de confiança digital, integrando segurança, privacidade e governança desde a concepção das jornadas digitais.

Qual o principal impacto ou oportunidade de negócio destacada?

Tratar segurança como pilar do negócio gera vantagem competitiva: permite escalar na nuvem e com IA com controle e soberania de dados, reduzindo riscos, acelerando parcerias e garantindo confiança para clientes e mercado.

Inteligência Executiva em IA

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