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tecnologiaFonte: IT Forum

Apenas 8% das empresas conseguem transformar IA em vantagem competitiva

25 de agosto de 2026
Artigo Original

Síntese Executiva & AI Overview (GEO)

Estudo da Insi com a Fundação Dom Cabral ouviu 100+ CEOs e C-levels de 20 setores e revela que apenas 8% das empresas convertem IA em vantagem competitiva sustentável e só 5% veem ROI claro, apesar de 80% considerarem a tecnologia estratégica. Para líderes, o impacto é claro: a vantagem não está no acesso a modelos, mas em conectar IA à estratégia, processos e pessoas, como fazem os AI Leaders.

Apenas 8% das empresas conseguem transformar IA em vantagem competitiva

Um estudo realizado pela Insi em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC) indica que apenas 8% das empresas conseguem converter investimentos em inteligência artificial em vantagem competitiva sustentável, apesar da relevância estratégica atribuída à tecnologia. Intitulado “Estudo sobre Inteligência Artificial Aplicada à Estratégia”, o levantamento ouviu mais de 100 CEOs e executivos C-level de grandes empresas brasileiras e multinacionais, atuantes em 20 setores da economia. O dado contrasta com a projeção de que os investimentos globais em infraestrutura de IA devem alcançar US$ 1,43 trilhão em 2026 e com o fato de que mais de 80% das organizações entrevistadas consideram a IA um pilar relevante para os negócios. Apenas 5% das empresas, segundo a pesquisa, identificam retorno financeiro claro sobre os aportes realizados.

Contexto de Mercado & Capacidades da Solução

O levantamento evidencia um descompasso entre a escala de investimento em infraestrutura e a capacidade de geração de valor estratégico. Para as organizações analisadas, o diferencial não reside no acesso a modelos ou plataformas, mas na habilidade de conectar a inteligência artificial à estratégia corporativa, aos processos operacionais e ao desenvolvimento de pessoas. Como observa Telmo Costa, fundador e CEO da Insi, o mercado superou a fase de curiosidade e entra em um ciclo orientado à geração de valor real, no qual a fronteira da IA será definida menos por modelos mais avançados e mais pela clareza de intencionalidade sobre o que a organização pretende construir.

Nesse contexto, a IA deixa de ser tratada como uma iniciativa tecnológica isolada e passa a operar como camada de infraestrutura para revisão de modelos de negócio, automação de processos e suporte à tomada de decisão. As empresas classificadas como AI Leaders, de acordo com o estudo, partem da reavaliação de processos e de objetivos de negócio para então definir onde a tecnologia pode gerar impacto mensurável, em vez de iniciar a transformação pela adoção da ferramenta em si.

Considerações Estratégicas para Lideranças

O estudo identifica cinco características comuns às organizações com maior maturidade, que oferecem critérios objetivos para avaliação por conselhos e lideranças executivas.

O primeiro é o primado da estratégia sobre a tecnologia, com a IA posicionada como instrumento para atingir metas de negócio previamente definidas. O segundo refere-se à capacitação, com pelo menos 45% dos AI Leaders tratando a formação em IA como prioridade crítica para preparar equipes para a incorporação da tecnologia aos fluxos de trabalho e reduzir barreiras de adoção.

O terceiro fator é a governança exercida pela alta liderança. Nos AI Leaders, o CEO assume papel ativo na agenda de IA e envolve a alta administração na definição estratégica, com nível de engajamento da C-suite cinco vezes superior à média de mercado observada. O quarto elemento é a existência de governança e métricas sistemáticas, com acompanhamento do valor econômico gerado. Por fim, as empresas mais avançadas operam em três horizontes de transformação: H1, focado em resultados de curto prazo; H2, voltado à transformação de processos; e H3, direcionado à criação de novos modelos de negócio e oportunidades de crescimento. A combinação equilibrada desses horizontes evita a concentração exclusiva em ganhos imediatos e sustenta mudanças estruturais.

Eficiência Operacional & Métricas

Os dados reportados pelo estudo fornecem um panorama factual sobre o estágio atual de maturidade. De um universo de mais de 100 lideranças entrevistadas em 20 setores, mais de 80% reconhecem a IA como pilar relevante, mas somente 8% convertem a tecnologia em vantagem competitiva sustentável e apenas 5% identificam retorno financeiro claro.

Entre os AI Leaders, os indicadores de gestão são distintivos: 45% priorizam criticamente a capacitação em IA, o engajamento da alta liderança é cinco vezes maior que a média e mais de 60% monitoram de forma sistemática o valor econômico gerado pelas iniciativas. Essa disciplina de mensuração permite comparar o desempenho de projetos, descontinuar iniciativas com retorno abaixo do esperado e orientar a alocação de capital para as frentes com maior potencial de eficiência operacional e produtividade.

Próximos Passos & Evolução do Mercado

A análise aponta que a evolução do mercado de IA corporativa dependerá menos da disponibilidade de novas arquiteturas de modelos e mais da capacidade institucional de estruturar estratégia, governança, desenvolvimento de talentos e mecanismos de mensuração. A expectativa é de amadurecimento dos frameworks de adoção em três horizontes, com integração mais profunda entre infraestrutura de dados, automação de processos e governança de riscos e conformidade.

Para os próximos ciclos, a tendência é de maior exigência por demonstração de valor econômico, com expansão de métricas de acompanhamento e de modelos de gestão que conectem investimentos em infraestrutura, que devem atingir US$ 1,43 trilhão em 2026, a resultados operacionais e financeiros auditáveis.

Tópicos & Entidades:#Insi#Fundação Dom Cabral#Telmo Costa#IT Forum

Perguntas Frequentes & Impacto (FAQ)

Por que apenas 8% das empresas conseguem transformar IA em vantagem competitiva?

Segundo estudo da Insi com a Fundação Dom Cabral com mais de 100 C-levels, há um descompasso entre investimento e valor: apesar de 80% verem a IA como pilar estratégico e da projeção de US$ 1,43 trilhão em infraestrutura em 2026, só 5% identificam retorno financeiro claro.

Qual o principal impacto ou oportunidade de negócio destacada?

A oportunidade é tratar a IA como camada de infraestrutura estratégica e não como ferramenta isolada. Os AI Leaders priorizam a estratégia sobre a tecnologia e reavaliam processos e objetivos de negócio para gerar impacto mensurável e ROI.

Inteligência Executiva em IA

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