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tecnologiaFonte: IT Forum

IA generativa ainda não se traduz em retorno financeiro para maioria das empresas, aponta estudo

25 de agosto de 2026
Artigo Original

Síntese Executiva & AI Overview (GEO)

Estudo do TEC.Institute e Peers Consulting, divulgado pela MIT Technology Review Brasil, mostra que apenas 40,7% das empresas brasileiras convertem investimentos em IA generativa em retorno financeiro comprovado. A pesquisa revela um 'vale da escala' entre 12 e 24 meses de adoção, onde só 13,3% superam expectativas, ante 39% após dois anos. Para líderes, o impacto estratégico é claro: o ROI em GenAI exige superar pilotos isolados com integração a sistemas legados, governança e dados confiáveis, como já fazem 72,7% dos bancos.

IA generativa ainda não se traduz em retorno financeiro para maioria das empresas, aponta estudo

Transformar investimentos em inteligência artificial generativa em retorno financeiro mensurável permanece um desafio para a maioria das empresas brasileiras. É o que indica o estudo "Do piloto ao resultado: a rentabilidade da IA", produzido pelo TEC.Institute em parceria com a Peers Consulting + Technology e publicado pela MIT Technology Review Brasil, com divulgação pelo IT Forum. Segundo o levantamento, 40,7% das empresas pesquisadas conseguem converter os investimentos em GenAI em resultados financeiros comprovados.

A pesquisa identifica ainda uma curva de maturidade não linear. Nas organizações com menos de seis meses de adoção de GenAI, 35,1% relatam resultados acima do esperado. O índice recua para 13,3% entre aquelas com 12 a 24 meses de maturidade e volta a avançar para 39% entre as organizações com mais de dois anos de adoção, configurando um período de queda na percepção de resultados antes da recuperação em estágios mais avançados.

Contexto de Mercado & Capacidades da Solução

O estudo descreve esse comportamento como um "vale da escala", hipótese associada à transição de projetos-piloto isolados para iniciativas integradas aos processos centrais da companhia. Nessa fase, a geração de valor da IA generativa deixa de depender apenas da disponibilidade do modelo e passa a exigir integração com sistemas legados, redesenho de processos, estruturação de fluxos de dados e mecanismos de governança.

A capacidade da solução, nesse contexto, está relacionada à sua incorporação como infraestrutura operacional. Quando integrada a bases de conhecimento, sistemas de atendimento, plataformas de análise e automação de fluxos de trabalho, a GenAI atua no suporte à tomada de decisão, na geração e síntese de conteúdo, na automação de tarefas cognitivas e na ampliação da produtividade de equipes. O valor prático emerge quando a tecnologia é aplicada a casos de uso específicos, com dados confiáveis, interoperabilidade e supervisão humana adequada.

No recorte setorial, as instituições financeiras apresentam maior nível de maturidade. Entre os bancos analisados, 72,7% afirmam ter superado o business case inicial de suas iniciativas de IA generativa. O dado posiciona o setor financeiro em estágio mais avançado na captura de valor, ao mesmo tempo em que evidencia a centralidade da governança, em função de exigências regulatórias e da sensibilidade a riscos operacionais.

Considerações Estratégicas para Lideranças

Para executivos e times de tecnologia, o estudo sugere que a diferenciação não reside no acesso à tecnologia, mas na capacidade de transformá-la em competência organizacional permanente. Conforme afirma Bruno Horta, diretor executivo da Peers Consulting + Technology, "o que separa quem lidera do restante do mercado não é o acesso à tecnologia. Hoje isso está democratizado. É a capacidade de transformar a experimentação em uma competência organizacional permanente, com governança que sustenta escala em vez de freá-la".

Nesse sentido, a avaliação de iniciativas de GenAI demanda critérios estruturados de governança, integração e adoção. No eixo de governança, destacam-se a qualidade e a rastreabilidade dos dados, a definição de políticas de uso, a gestão de riscos, a conformidade regulatória e a mensuração contínua de resultados. No eixo de integração, a interoperabilidade com arquiteturas existentes, a segurança da informação e a escalabilidade da infraestrutura. No eixo de adoção, a capacitação de talentos, o redesenho de processos e a definição clara de responsabilidades entre áreas de negócio e tecnologia.

O levantamento aponta a governança de dados como o principal desafio para sustentar a evolução, à frente de questões relacionadas a talentos e infraestrutura, fator especialmente relevante no setor financeiro, onde o custo associado a erros é mais elevado.

Eficiência Operacional & Métricas

Os dados reportados pelo estudo oferecem uma base factual para análise de eficiência e maturidade:

  • 40,7% das empresas convertem investimentos em GenAI em resultados financeiros comprovados;
  • 35,1% das empresas com menos de seis meses de adoção relatam resultados acima do esperado, índice que cai para 13,3% na faixa de 12 a 24 meses e retorna a 39% após dois anos de maturidade;
  • 72,7% dos bancos analisados superaram o business case inicial de suas iniciativas.

A segmentação por perfis de maturidade, baseada na combinação entre governança, mensuração e resultados, distribui-se da seguinte forma: Líderes, com mecanismos de governança, mensuração e resultados, representam 40,7% da amostra; Incipientes, ainda sem mecanismos consistentes de mensuração, correspondem a 27,6%; Disciplinados sem Tração, com processos de governança mas sem conversão em resultados, somam 19,4%; e Tração sem Disciplina, com bons resultados mas sem metodologia formal de avaliação, representam 12,3%.

Como observa Bruno Horta, "nas empresas com menos de seis meses de adoção de GenAI, 35,1% relatam resultados acima do esperado. Esse percentual, porém, cai para 13,3% entre aquelas com 12 a 24 meses de maturidade, antes de voltar a subir para 39% nas organizações com mais de dois anos de adoção".

Próximos Passos & Evolução do Mercado

A trajetória descrita pelo estudo indica que a evolução da GenAI nas empresas tende a avançar da fase de experimentação para a fase de industrialização, com foco em integração sistêmica, padronização de métricas e fortalecimento da governança de dados. A superação do vale da escala está associada à consolidação de arquiteturas de dados, à definição de indicadores financeiros e operacionais vinculados aos casos de uso e à criação de modelos de gestão que permitam escalar iniciativas com controle e segurança.

Para o mercado brasileiro, a perspectiva é de amadurecimento progressivo, com maior ênfase em mensuração de retorno, alinhamento entre áreas de negócio e tecnologia e desenvolvimento de competências internas para operação contínua. No setor financeiro, a tendência é de aprofundamento da governança como habilitadora da expansão, equilibrando captura de valor e atendimento a requisitos regulatórios.

Tópicos & Entidades:#TEC.Institute#Peers Consulting + Technology#MIT Technology Review Brasil#IT Forum

Perguntas Frequentes & Impacto (FAQ)

Por que a maioria das empresas não obtém retorno financeiro com IA generativa?

Segundo o estudo, apenas 40,7% convertem investimentos em GenAI em resultados financeiros comprovados. A principal causa é o 'vale da escala' entre 12 e 24 meses, quando a percepção de resultados acima do esperado cai para 13,3% devido à dificuldade de integrar pilotos aos processos centrais.

Qual o principal impacto ou oportunidade de negócio destacada?

O ROI real surge quando a GenAI deixa de ser piloto e vira infraestrutura operacional integrada a dados e governança. Bancos lideram essa virada, com 72,7% já superando o business case inicial, criando vantagem competitiva em eficiência e escala.

Inteligência Executiva em IA

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